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O BRASIL SÓ SERÁ AJUDADO FINANCEIRAMENTE SE PROVAR QUE BARROU O DESMATAMENTO

Pedro do Coutto

Numa entrevista à Maria Cristina Fernandes, Valor Econômico de ontem, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que o Brasil só poderá contar com recursos financeiros internacionais se provar que reduziu o desmatamento e as queimadas da Floresta Amazônica.

O general Hamilton Mourão é também presidente do Conselho Nacional da Amazônia e, portanto, exerce um posto muito superior ao do ministro Ricardo Salles,  alvo permanente de fortes ataques e que, recentemente, interpelou o superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Saraiva, porque este apreendeu 200 mil metros cúbicos de madeira desmatada ilegalmente.  

MINISTRO DEVASTADOR – O superintendente Saraiva, inclusive, agora citado por Mourão, já tornara pública a sua surpresa de um ministro do Meio Ambiente agir não para preservar, mas para colocar em gravíssimo risco o meio ambiente, que é tema nacional e internacional.

Por falar em internacional, Bolsonaro foi convidado pelo presidente Joe Biden a participar de um encontro virtual sobre o assunto que ameaça a própria geografia. A economia global depende do meio ambiente. A participação de Bolsonaro, se ele for, será uma tremenda saia justa 

GUEDES E O CORTE DE SALÁRIOS –  Reportagem de Bernardo Caram, Thiago Resende e Renato Machado, Folha de São Paulo e a reportagem de Daniel Weterman, o Estado de São Paulo, destacam o empenho do ministro Paulo Guedes, esse “homem fatal” de Nelson Rodrigues, no sentido de destravar no Congresso o projeto do governo que recria o problema de corte de salários e redução da jornada de trabalhos, tanto nas empresas estatais, nas empresas privadas e no funcionalismo público federal, estadual e municipal, com o objetivo de reduzir os encargos financeiros de todos os órgãos que atuam no mercado de trabalho.

A destinação em vigor encerrar-se-ia no mês de maio, mas Paulo Guedes quer se antecipar a esse limite. Encontra, entretanto, resistências no Senado e na Câmara dos Deputados. Na minha opinião, Paulo Guedes, no fundo, só se preocupa com os custos das empresas e não dá a menor importância para os salários.

Os salários estão congelados, o consumo dissolve-se pela impossibilidade de avançar. E sem consumo não há administração pública que funcione.

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