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Guedes continua insistindo que a única saída será a privatização.

APELO AOS GOVERNADORES E CENTRÃO DEMONSTRA FRAGILIDADE DO GOVERNO

Pedro do Coutto

O governo Bolsonaro recorre ao apoio do Centrão com objetivo duplo: assegurar uma base efetiva contra qualquer processo de impeachment e também no sentido de garantir o veto ao dispositivo que prevê reajuste ao funcionalismo federal. Os dois caminhos partem da usina de pensamento do ministro Paulo Guedes. São dois caminhos difíceis que comprovam que o Palácio do Planalto está na defensiva.

Não está preocupado em ter maioria, como se registrou na reforma da Previdência, mas agora quer garantir uma presença partidária que se destina a evitar o afastamento de Bolsonaro.

VETO AO REAJUSTE – Quanto ao apoio de governadores, essa necessidade acentua que o governo teme que sozinho não tenha certeza de manter o veto.

Reportagem de Tiago Resende, na Folha de São Paulo de quarta-feira, ilumina o jogo do Palácio do Planalto. O receio, no fundo, parte do ministério da Economia, que deseja o congelamento salarial do funcionalismo e se preocupa com a hipótese da queda do veto do presidente da República.  Em primeiro lugar é preciso esperar que o veto se concretize. Em segundo a preocupação é com a maioria parlamentar. Por isso acentua Paulo Guedes que governadores deveriam influenciar as bancadas de seus estados na Câmara Federal.

Esse pensamento, que não é comum na política, destaca que no fundo da questão o governo de Brasília está vacilando.

PRIVATIZAÇÃO – De outro lado, Guedes passou a defender o acordo com o Centrão para, neste caso, fornecer a base necessária para que o governo possa desenvolver seu programa de privatização. Essa garantia é outra prova da descoordenação política que está ocorrendo no Palácio do Planalto. O apoio, de forma sombria, deve ocorrer em troca de cargos na administração. Reportagem de Julio Wiziack destaca o assunto.

Em matéria de privatização no setor elétrico, Manoel Ventura e Ramona Ordonez, O Globo, informam que as distribuidoras de energia elétrica estão tentando obter do governo um empréstimo que poderá chegar a 12 bilhões de reais. Essa solicitação revela um fato que agora ganha corpo. Se as distribuidoras de energia necessitam de 12 bilhões de reais como o preço que o governo anunciou para a privatização da Eletrobras é de apenas 16 bilhões de reais.

TRÊS SETORES –  O sistema elétrico se divide em três fatores: produção, distribuição e comercialização. Pela legislação em vigor as empresas só podem acumular dois dos três fatores. Ora, como é possível Furnas, Chesf, Eletronorte e Eletrosul valerem 16 bilhões de reais.

Não é possível que um sistema que, através de Furnas, fornece transmissão da energia de Itaipu esteja valendo a quantia que a Eletrobras anunciou para privatizar todo o sistema brasileiro?

São fatos divergentes nos quais a lógica parece não residir.

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