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GENERAL HELENO DIZ NÃO QUERER, BRAGA NETTO ACEITA E ONYX SAI DA CASA CIVIL

Naira Trindade e Gustavo Maia
O Globo

Na busca por um nome para substituir Onyx Lorenzoni na Casa Civil, o presidente Jair Bolsonaro convidou na semana passada o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, para assumir o cargo. Heleno, no entanto, recusou.

Segundo fontes do Palácio do Planalto, a negativa se deu porque Heleno, que é general da reserva do Exército, sente-se à vontade no posto que ocupa desde o início do governo.

JAMAIS ACEITARIA – A avaliação é ainda de que um militar poderia não se adaptar bem às tarefas da Casa Civil. Uma pessoa ligada ao presidente disse entender que este não é o perfil de Heleno e que ele “jamais aceitaria”.

No domingo passado, O Globo revelou que Bolsonaro indicava a aliados estar em busca de um nome sem pretensões políticas para substituir Onyx, e que cogitava escalar um militar para a função.

Nesta quarta, o jornal “Folha de S.Paulo” informou que o presidente convidou o general Walter Souza Braga Netto para assumir o o comando da Casa Civil da Presidência. E Onyx aceitou ser realocado para o Ministério da Cidadania, atualmente com Osmar Terra (MDB-RS).

INTERVENTOR NO RIO – Braga Netto liderou a intervenção federal no serviço de segurança no Rio de Janeiro em 2018. O convite feito a ele por Bolsonaro foi confirmado pelo Globo.

O nome de Braga Netto chegou às mãos do presidente indicado pelo ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, de quem ele é muito amigo. O general, que é militar da ativa e atualmente chefia do Estado-Maior do Exército, também é amigo de Heleno.

A oito meses das eleições municipais, o presidente tem demonstrado incômodo com a possibilidade de auxiliares usarem seus cargos como ativo na disputa. A avaliação disseminada é a de que Bolsonaro deve se manter distante da corrida municipal para não expor o governo e a própria imagem.

Nesse cenário, a presença de ministros em palanques pelo país — seja como candidato ou como cabo eleitoral — poderia ser lida como apoio do presidente e, consequentemente, trazer prejuízos à gestão federal.

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