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O QUE ESTÁ POR TRÁS DA LICENÇA DO SENADOR CID GOMES?

Conversando ontem à noite com um companheiro jornalista fortalezense, este me falou que por mais que o senador Cid Gomes tente naturalizar o seu gesto de se licenciar da Câmara Alta, não conseguirá convencer por mais tempo os mais atentos e astutos políticos e jornalistas especializados. O sinal amarelo acendeu, a oposição ao PDT, ao PT e seus penduricalhos aumentou de tamanho e de qualidade.

Cid Gomes tenta transparecer normalidade, mas o que está pegando é o crescimento da oposição em todo o Ceará.

Outro fator preocupante é a falta de clima para convivência pacífica entre petistas e pedetistas no interior do Estado. Não podemos também desconhecer que o tempo de validade dos Ferreira Gomes no governo está chegando ao fim. Difícil um grupo político se segurar vinte anos no poder, e isso vale não só para o Ceará, mas para todo o Brasil. E nos tempos de hoje que a informação chega aos aparelhos celulares e aos computadores de todo brasileiro em tempo real, minha nossa!

Observem que nestes tempos de internet muita coisa mudou na seara política. Recordem que até bem pouco tempo atrás, a coisa mais difícil do mundo era um pacato cidadão da civilização chegar ao poder por livre e espontânea vontade. Necessário se fazia buscar uma liderança política estabelecida para encampar o seu voo. Lembrem que no Crato todo aquele que sonhasse com um lugar ao sol na política, tinha necessariamente que se aproximar dos líderes políticos de então, os poderosos chefões que dominavam com mão de ferro as máquinas partidárias.

Em Juazeiro do Norte a coisa não era diferente, porque se o cara se virasse para um lado esbarrava com os Bezerra de Menezes, em outro ângulo pontificava Mauro Sampaio. Só se chegava ao poder local quem ganhasse a confiança e a simpatia desses grupos políticos.

Hoje a coisa mudou, estamos a ver aqui no Crato o médico Aloísio Brasil, o professor Erico Felício Callou, o promotor Leitão Moura e o médico José Adega se apresentando como candidatos a prefeito sem a necessária chancela de algum chefete político. São candidatos por obra e graça de seus desassombros diante dos desafios políticos. Em Juazeiro temos o comunicador Fabiano Lemos, o empresário Gilmar Bender e o vereador Glêdson Bezerra se estabelecendo como candidatos, sem necessariamente contarem com alguma alavanca política.

Bolsonaro não tinha vice e nem partido e venceu a eleição em 2018

O exemplo nacional nós já tivemos com a candidatura do atual presidente Jair Bolsonaro. No princípio da viagem eleitoral, Bolsonaro não tinha sequer partido e um alguém que topasse ser seu companheiro de jornada. Nos momentos finais de definição, conseguiu filiação no PSL e aaranjou para vice o desconhecido general Mourão. Entrou na refrega com a cara e a coragem que herdou da vida e hoje está ai como mandatário maior da nação, depois de derrotar candidaturas poderosas como as do Haddad(PT), do Geraldo Alckmin(PSDB), do Ciro Gomes(PDT) e do Meireles(MDB). E essa perfomance de independência dos candidatos, principalmente para os cargos majoritários, tende a crescer em nossos dias e isso é muito bom, isso é o que o povo gosta, isso é o que o povo quer. Sendo assim, estamos para lá de conversados.

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