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DURANTE CULTO, BOLSONARO DIZ QUE VAI INDICAR MINISTRO EVANGÉLICO PARA O STF

Liége Albuquerque
O Globo

Em um discurso de 15 minutos para cerca de 8 mil pessoas, segundo os organizadores, no templo da Assembleia de Deus, em Manaus, o presidente Jair Bolsonaro se comprometeu nesta terça-feira, dia 26, a indicar em breve um ministro do Supremo evangélico, que como ele “lutará pela manutenção da família”.

“(O novo ministro) lutará pela manutenção da família, porque nos governos anteriores colocavam até em livros escolares que (uma família) podia até ser formada por um ajuntamento de duas coisas. Será cristão e evangélico”, frisou Bolsonaro, olhando para o pastor e juiz William Douglas. O discurso do presidente foi ouvido de pé pelos fiéis, que gritavam “glória a Deus” e “amém”.

APOSENTADORIA  – É provável que a primeira cadeira a ser preenchida na Corte pelo presidente seja a do atual decano, o ministro Celso de Mello. Ele vai aposentar em novembro do ano que vem, ao completar 75 anos.

A substituição do ministro se deve após aprovação em 2015 da chamada PEC da Bengala, que ampliou de 70 para 75 anos a idade de aposentadoria compulsória no serviço público. Bolsonaro também poderá indicar outro integrante do tribunal, durante o mandato. O ministro Marco Aurélio vai se aposentar no dia 12 de julho de 2021, também após completar 75 anos.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Recebido aos gritos por evangélicos que o chamavam de “mito”Bolsonaro no discurso político-religioso por pouco não se determinou como o “enviado” para salvar a população brasileira, mesclando passagens bíblicas com promessas governamentais. Falou em “sinais”, anseios e compromissos com a “família tradicional”. Repetiu suas verdades absolutas de campanha, e ratificou que o novo ministro deva ser evangélico primordialmente. Independentemente de convicções políticas, os critérios do presidente são questionáveis. É explícito e sem pudor algum. Como ele mesmo diz, governa para a (sua) maioria. E as minorias, em sua concepção, são detalhes subordinadas aos seus atos e caneladas. Novamente, não se trata de gostar ou torcer contra, mas de ser minimamente racional. (

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