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APARTHEID NO BRASIL SEMPRE FOI UMA REALIDADE

Observando o comportamento de alguns jovens menos abastados do Crajubar para fazer a média nacional, cheguei a triste conclusão que os mesmos se deixam levar pelos fascínios de ocasião e isso funciona terrivelmente para diminuí-los, prejudicá-los em seus cotidianos de vida.

Vamos iniciar o seguinte artigo, analisando os jovens de classe média baixa que querem ter um padrão de vida semelhante aos de classe média alta. Fazem de tudo para se vestir e calçar bem, adoram umas baladinhas no finais de semana, idolatram os mesmos artistas daqueles do andar de cima, buscando frequentar sem ficha os shows desses cantores de projeção nacional. Chegam ao absurdo de vender o que possuem, como celulares, roupas, relógios e até eletrodomésticos de vital necessidade em suas casas para adquirirem o passaporte para essas comédias.

Cantor forrozeiro famosão Xand Avião

Enquanto isso os artistas cada dia ficam mais ricos, milionários e eles coitados, muito mais empobrecidos. O resultado dessa onda toda é que milhares e milhares de jovens inconformados com esta vida de sacrifícios e querendo fazer parte no mundo dos “bacanas”, são cooptados pelo mundo do crime e das drogas. Viram mulas.

Vários cantores famosos já adquiriram residências em países da Europa e Estados Unidos(a exemplo de Cláudia Leite e Simone que compõe a dupla com Simaria), e muitos já passaram a residir por lá com toda a família, fugindo da violência brasileira e tentando gastar seus milões em países de primeiro mundo. Os que já chegaram ao topo do sucesso, dão-se ao luxo de diminuir as suas agendas de shows pelo Brasil afora, para se acomodarem a este novo status quo.

E nós comuns mortais, somos obrigados a aqui ficar a mercê desta violência escrota que devasta a paz e a felicidade da família brasileira.

Já os jovens de classe média alta e rica brasileira, continuam alguns milhares morando em Países de primeiro mundo e passando férias esporádicas por aqui; outros tentam ostentar pelo Brasil seus milhões adquiridos com carrões importados, ostentando as melhores mulheres, roupas e joias das melhores grifes, casas e apartamentos de luxo, frequentando os melhores ambientes e curtindo os shows de cantores famosos em arenas que são divididas em ambientes para ricos, classe média e classe média baixa. Literalmente nestes shows, conseguimos mostrar para o mundo quão visceral e cruel é o nosso apartheid. Mas no Brasil o apartheid sempre existiu, aqui só tem plano de saúde uma minoria privilegiada, somente come e bebe bem os abonados pelo atual sistema econômico vigente. Morar com o mínimo conforto é um privilégio que não pertence à grande maioria.

Muitos tentam negar isso, apontando por exemplo o fato de a economia brasileira figurar entre as dez maiores economias do mundo. Trata-se de uma meia verdade, que convenientemente esquece que o Brasil tem também uma das maiores populações do mundo. Se dividíssemos toda a renda produzida dentro do país em um determinado ano por todos os brasileiros, cada um ganharia cerca de R$ 2.270 por mêsE esse experimento mental é bastante rudimentar; na realidade, o valor provavelmente seria menor, já que a renda nacional somada não seria a mesma se o governo decidisse dividir tudo igualmente.

A única saída para garantir melhores condições de vida para famílias pobres e de classe média é o crescimentoeconômico. Isso não significa, de forma alguma, que a desigualdade brasileira seja baixa. Pelo contrário: temos uma das maiores desigualdades do mundo, como mostra o gráfico abaixo.

Em linha com esse pensamento, Ricardo Paes de Barros – economista que auxiliou aa formular o Programa Bolsa Família e outras políticas sociais bem sucedidas -, afirmou em abril desse ano: ‘crescer é a melhor política social no Brasil’.

Por Marcos Peixoto

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