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CARIRI A FORTALEZA: EMPRESARIADO RECLAMA DO GOVERNO CAMILO SANTANA

BOCA NO TROMBONE

Final de janeiro e início de fevereiro de 2019 teve início no Ceará um novo comportamento do empresariado em relação a certas imposições do Governo do Estado e que afetam sobremaneira os seus investimentos. Antes, imposições criadas, imposições aceitas. Agora, diante da onda Bolsonaro de minimização tributária, reações públicas sem medo de não ser feliz.

Empresário Severino Ramalho Neto

Foi o que aconteceu com o diretor-presidente da rede de supermercados Mercadinhos São Luiz, uma das principais do Ceará, Severino Ramalho Neto, escreveu um desabafo sobre uma medida tomada pela Secretaria da Fazenda (Sefaz).

Nas redes sociais, o pensamento de Neto acabou acrescido de pesadas críticas ao governador Camilo Santana (PT).

“Amigos, peço desculpas pelo transtorno, que vem ocorrendo em duas de nossas lojas, pela demora na hora de efetuarem os pagamentos, seja pela tempo excessivo na emissão dos cupons, seja pelo caixa não estar funcionando.

O fato é que estamos obrigados, assim como todo o comércio do Estado, a trabalhar com o MFE, Modulo Fiscal Eletrônico, que consiste na emissão do cupom fiscal, diretamente no site da Sefaz.

Hoje, com apenas 20% do comércio habilitado a esta transação, passamos por este tamanho problema, imaginem quando estivermos todos. Vamos parar!

Mas não posso concordar em mau tratar nossa clientela, por problemas que não são causados pela gente, e sim por deficiência de infraestrutura tecnológica desse novo sistema.

Peço mais uma vez desculpas, enquanto aguardamos um posicionamento da Secretaria, que nos permita trabalhar com tranquilidade, e fazer, o que entendemos fazer melhor, ATENDER BEM!!!”

Empresário Afrânio Barreira

Logo após este desconforto do Neto, eclodiu em outro ponto do Estado outra revolta. Desta vez do setor de restaurantes, pela voz do empresário Afrânio Barreira, todo poderoso fundador da Rede de Restaurantes Coco Bambu que disse: “Travamentos e lentidão no sistema têm prejudicado a emissão das notas fiscais e aborrecido clientes.

Além da insatisfação, ele teme que a medida gere queda no número de visitantes. “Esse é o nosso maior receio. Você pede a nota no restaurante e ela não sai. O garçom volta à mesa, o cliente se irrita e interpreta má fé do estabelecimento. Isso não é bom.  Nós trabalhamos 24 horas por dia para atender bem o cliente. Mas, dessa forma, fica difícil.”

Na Região do Cariri houve também reações como o da Associação dos Contabilistas do Cariri que criticou a implantação deste sistema de emissão de notas fiscais imposto pela Secretaria da Fazenda do Ceará (Sefaz). Em nota, a entidade informa ter observado uma série de dificuldades por parte de micro e pequenos empresários.

“Nós, contadores, desde o início, percebemos as dificuldades dos micros e pequenos empresários em atender tais exigências da Sefaz, pois o equipamento custava em média R$ 2.500 além dos custos com implantação, treinamentos”, destacou.

A associação também criticou a condução do processo, além da falta de representatividade das entidades do comércio que não tomaram frente ao caso.  “Não se viu nenhum movimento das entidades representativas do comércio ou dos empreendedores questionando a motivação que levou a Sefaz a não adotar o modelo mais barato, muito menos fazendo qualquer tipo de pressão contra a implantação do MFE”, apontou.

O jornalista Fábio Campos do jornal O Povo escreveu sobre o assunto o seguinte: “O Ceará inventou agora um sistema de emissão de notas fiscais único no Brasil. Com a tomada de três pinos, avalia-se que a grande beneficiada foi a francesa Pial Legrand, a empresa que, curiosamente, já tinha o molde e o maquinário para produzir e colocar no mercado o padrão imposto pelo Governo. Então, vale a pergunta: quem ganha com o novo sistema de emissão de notas imposto pela Sefaz no Ceará?

Pelo menos no início da implantação do sistema, de algo já se sabe: consumidores e lojistas estão perdendo. E  muito. Os consumidores perdem seu tempo, que custa dinheiro, e a paciência esperando pela lenta expedição das notas. Os comerciantes perdem dinheiro para comprar novos equipamentos obrigatórios, perdem para readaptar seus métodos contábeis, perdem vendas com a lentidão e perdem o respeito dos consumidores, que, no balcão das longas e desnecessárias esperas, pensam que o problema é por ineficiência do lojista.”

Para fechar esta matéria em que se reporta ao tremendo inferno astral que ora o Governo do Estado impôs à cadeia produtiva cearense, vejamos mais esta péssima novidade:

 

 

 

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