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CARDIOLOGISTA CARIRIENSE OPINA SOBRE PROS E CONTRAS DA TELEMEDICINA NO BRASIL

TELEMEDICINA

Médico cardiologista Ângelo Roncalli

A classe médica está dividida entre prós e contras a Telemedicina no Brasil. A mais nova resolução do Conselho Federal de Medicina – 2.227/2018, que define e disciplina a Telemedicina como forma de prestação de serviços médicos mediados por tecnologias – trouxe avanços importantes para o atendimento em Saúde, ao legitimar em nosso País soluções tecnológicas já fartamente utilizadas com sucesso na Europa, Estados Unidos e até em nações da África.

Existe um entendimento de que esta nova modalidade vai trazer melhores perspectivas para a assistência remota. A exigência de uma consulta prévia presencial, por exemplo, poderia muito bem ser dispensada em casos de consultas simples, conforme já ocorre internacionalmente. Isso porque a necessidade de consentimento livre esclarecido assinado ou gravado, a ser guardado pelo médico, acaba sendo uma garantia para comprovação de boa prática.

Mas o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro(Cremerj), afirma que a telemedicina  incorrerá em risco à saúde e pretende substituir profissionais especializados.

Diante desse disse me disse, nossa central de redação buscou ouvir sobre o assunto o médico cardiologista caririense, doutor Ângelo Roncalli, na qualidade de representante cearense da Comissão Nacional de Avaliação do Título de Especialista em Cardiologia:

“Telemedicina – eis a questão!

Não tenho medo da telemedicina, até porque ela é apenas um instrumento de suporte que possibilita encurtar distâncias e facilitar trocas de informações.
Previsões catastróficas sobre o seu domínio, sobre a substituição médica, etc, muito pouco disso efetivamente se concretizará, e desculpem, mas pelo desenrolar da tecnologia, já está ficando ultrapassada e no nosso país já bastante atrasada.
Dizem que ela veio para ficar e questiono isso nesses tempos fluidos, onde as coisas mal aparecem e são substituídas.
O pleno desenvolvimento da internet das coisas, da velocidade de comunicação, do avanço dos softwares de mídias sociais, de algoritmos avançados de inteligência artificial nos fazem enxergar a Telemedicina como a rádio Nacional, sucesso absoluto dos anos 50, especialmente agora que podemos ir ao show do holograma de Elvis.
Previsões de futuro são as receitas mais óbvias para o erro, como o grande projeto americano de prospecção do futuro na década de 70 que foi absolutamente incapaz de predizer a queda do muro de Berlim, e pasmem, a internet.
Assim a Telemedicina é uma ferramenta interessante e de suporte e nada mais que isso, e não devemos temê-la. É fato, muito superestimada, que terá sua participação e logo perderá muito em relevância.
O meu temor é o que a circunda:
Conselho Federal de Medicina, onde segundo divulgam as redes, tem gente com outros interesses participando e aprovando um projeto à surdina e com pouco debate.
Outro temor é o mercantilismo e a venda de ilusões, como observamos no circuito educacional brasileiro, onde absurdos estão estampados em outdoor.
Oportunismos de grupos de medicina complementar com redução de custos e exploração da classe médica e consumidora;
Corrupção política com contratos milionários com firmas apendicectárias sanguessugas do poder,
Oportunismo político e venda de ilusões de um método que tem limitações no que faz.
Exploração midiática de grandes grupos hospitalares famosos que venderão marketing e ilusões, esmagando perspectivas locais honestas e tolhendo de alguma forma seu crescimento.
A telemedicina é muito aquém do que superestimamos, a ganância e a picaretagem humana não, são explosivas.
Não tenho medo da telemedicina, tenho dos teleinteresses!”

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