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Ciro Gomes e Tasso Jereissati

JÁ NÃO TEMOS NO CRATO E NO CARIRI, LIDERANÇAS COM PERSONALIDADES PRÓPRIAS

QUE PENA!

Pedro Felício Cavalcante

A sucessão municipal no Crato,  período em que pontificavam politicamente em nossa cidade o coronel Philemon Fernandes Teles pela UDN e o professor Pedro Felício Cavalcante, pelo PSD, era decidida pelos caciques políticos locais e depois levada a conhecimento das suas respectivas lideranças estaduais.

Com o afastamento do coronel Philemon Teles da política, assumiram as rédeas udenistas o médico Humberto Macário de Brito e o então deputado federal Ossian Araripe e, pelo PSD, continuou dando as cartas no terreiro o velho Pedro Felício, só que contando com o auxílio luxuoso do senador Wilson Gonçalves.

Humberto Macário do Brito
Ossian Araripe

Na era Tasso Jereissati, o homem que derrotou os coronéis da política cearense: César Cals, Virgílio Távora e Adauto Bezerra, começou a surgir no cenário cearense um tipo de relacionamento político de subserviência inclemente das lideranças municipais em relação ao novo dono do pedaço na esfera estadual.

Adauto Bezerra, César Cals e Virgílio Távora

Assim, vimos lideranças antes altaneiras no Cariri, rendendo-se a este estilo escravocrata, onde as decisões políticas citadinas, passaram a ser decididas no frio gabinete do governador Tasso Jereissati em Fortaleza ou quando não, por seu núcleo duro de aliados políticos. Aqueles que não aceitavam a nova ordem, eram escanteados e trocados por outros que concordavam conviver com esse estilo todo inibidor de tratar as lideranças municipais.

Valter Peixoto

Valter Peixoto, em Crato, e Wellington Landim, em Brejo Santo, rebelaram-se e foram relegados a fazer política fora do guarda chuvas do governador Jereissati. Sobreviveram a esta intempérie política por gozarem de forte influência junto aos habitantes de suas cidades, pois que eram líderes forjados no seio de seus conterrâneos, respeitados e altamente carismáticos.

Wellington Landim

 Saiu Tasso Jereissati do comando estadual, surgiram os irmãos Ferreira Gomes. Adotaram a mesma sistemática de que prefeito municipal tem que ser ungido sob suas bênçãos. O que vemos hoje em dia são jovens lideranças brigando para encontrar espaço na política, só que sob o manto aconchegante da situação estadual, pois perderam a coragem que eram possuidores os nossos caciques políticos de outrora no sentido de enfrentar o governador de plantão e impor aquele estilo todo próprio de ser das grandes e autênticas lideranças.

Ciro Gomes e Tasso Jereissati

Como bem diz o apresentador do Jornal da rede TV, jornalista Bóris Casoy:  “Isto é uma vergonha!”

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