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TEMER E MDB MAIS PRESENTES DO QUE DEVERIAM NO NOVO GOVERNO BOLSONARO

SEI NÃO…

Por Érico Firmo

Há parte não desprezível da gestão Michel Temer (MDB) no governo Jair Bolsonaro (PSL). De 17 ministros até agora escolhidos, um é ministro de Temer, outro foi e saiu em abril deste ano, para concorrer à reeleição como deputado federal. E outro é secretário-executivo num ministério. A continuidade não é pouca para governo que se propõe romper tão radicalmente com a política tradicional.

O atual secretário-executivo é Canuto, de quem falei acima. Está atualmente na Integração Nacional e assumirá a pasta que irá incorporar também o atual Ministério das Cidades.

O ex-ministro de Temer é Osmar Terra (MDB-RS), que assumirá o Ministério da Cidadania e, até abril, comandava o Desenvolvimento Social. Como no caso anterior, o ex-ministério de Terra estará dentro da nova pasta que irá comandar.

Wagner Rosário

E o ministro que se mantém é Wagner Rosário, da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU). Fica onde está.

O caso de Rosário me parece o mais discutível em um governo de alternância. A CGU é o órgão de controle interno. Gestores do grupo de Bolsonaro têm dado sinalizações de que buscarão irregularidades em gestões anteriores – o que será ótimo, se não virar caça às bruxas para perseguir inimigos ideológicos. A questão é: o atual e futuro controlador-geral tem condições de proceder uma auditoria nas contas de Temer? Tem autoridade e independência para fazer isso? Sua vinculação com o governo que sai – e teoricamente seria o primeiro a ser averiguado – o compromete até qual ponto? E a partir de qual ponto a eventual descoberta de falcatruas no governo no qual está agora não comprometerá ele próprio?

Olha o MDB aí

Ministro Osmar Terra

Estava demorando, mas, com Osmar Terra, o MDB está dentro do governo Jair Bolsonaro. Assim como esteve nos governos de José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer. E não é um emedebista obscuro, alguém sem vínculo com a cúpula. Terra foi ministro de Temer até dia desses. Até o limite do prazo legal, diga-se.

No Brasil pós-redemocratização, se há governo, há MDB. Bolsonaro diz que não aceita indicação política. Então, deve ser superstição.

Isso ou o presidente eleito acha que o deputado e médico é indicação técnica para um ministério que reunirá no mesmo guarda-chuva a Cultura, os Esportes, o Bolsa Família, entre outros.

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