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POR FALTA DE UM CANDIDATO FAVORITO A PRESIDENTE, BRASIL TERÁ SEGUNDA RODADA DE ELEIÇÃO

SEGUNDA RODADA

Tudo indica que parasarão para o segundo turno o Bolsonaro X Haddad

O Brasil vive hoje  os últimos momentos duma campanha eleitoral marcada por grandes incertezas: Por um lado, quanto à participação  do ex-Presidente  Lula da Silva, e por outro lado, quanto à possibilidade duma segunda volta para escolher o novo Presidente, por falta dum candidato claramente favorito.

 No próximo Domingo, dia 7 de Outubro, os Brasileiros votarão, na primeira volta da eleição presidencial. O populista Jair  Bolsonaro lidera as sondagens, e conseguiu mesmo um grande protagonismo neste fim de campanha, dando uma entrevista exclusiva à TV Record, enquanto os seus adversários participavam do debate na TV Globo, e lutavam pela partilha de tempo de antena.

Recorde-se que Jair Bolsonaro, candidato do PSL (Partido Social Liberal), tinha sido esfaqueado a 6 de Setembro, durante a campanha, e tinha recusado participar naquele debate, por motivos de saúde. Mas, não participando no debate, Bolsonaro evitou debater as suas ideias com as de outros candidatos com menor percentagm de intenção de votos, e evitou enfrentar o seu principal adversário.

O candidato do PSL não poupou esforços para atacar o ex-Presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, e o seu “filho espiritual”, Fernando Haddad, do PT ( Partido dos Trabalhadores), que ocupa o segundo lugar nas sondagens: “Não podemos admitir essa ideologia no Brasil. Será o fim da nossa Pátria se o PT conseguir chegar ao poder“.

Por seu turno, Fernando  Haddad,  que participou no debate TV Globo, criticou severamente as medidas de austeridade iniciadas pelo governo de Michel Temer, e lembrou que Bolsonaro pretende aprofundar essas medidas: “Cortar os direitos dos trabalhadores para sanear as vontas públicas  não se faz.  O que se passa no Brasil é um absurdo”. 

Os outros candidatos, com menos percentagem de intenção de votos, acabaram por falar menos tempo, mas alguns deles conseguiram marcar pontos com os seus argumentos :

Ciro Gomes, advogado, e líder do PDT ( Partido Democrático Trablhaista), que ocupa a terceira posição nas sondagens, pediu aos eleitores que “não votem nem  por ódio nem por vingança, e votem pelo Brasil”.

 Marina Silva – ex-ministra do Ambiente, apoiada pela Rede de Sustentabilidade, criticou a  polarização entre o campeão da extrema direita, Jair  Bolsonaro e o do PT, Fernando Haddad : “Alguns vão votar com medo de Bolsonaro e outros com medo de Haddad, ou porque têm raiva. Estaremos a fechar as portas para o futuro se continuarmos com esta política do medo”.

   O ex-ministro das Finanças, Henrique Meirelles, aproveitou para criticar Jair Bolsonaro e marcar pontos, afirmando : “Se alguém se esconde e dá uma entrevista não tem condições para administrar um País”.

Se as previsões se confirmarem, os dois políticos que recolhem mais intenções de voto acabarão por ter de se defrontar na segunda volta desta renhida eleição presidencial brasileira, a 28 de Outubro. E isso seria o confronto de dois modelos político-económicos diâmetralmente opostos, num País mergulhado numa profunda crise econômica, política e de segurança.

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