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ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS: ANÁLISE EXCLUSIVA DE CARIRIEISSO NOS MOMENTINHOS FINAIS

DUELO FINAL

By Sônia Pinheiro

…E o debate global com os presidenciáveis – penúltima noite – deu de tudo um pouco. A começar pelos tropeços do moderador William Bonner, sempre tão impecável no que faz. Suas risadas e pedidos de I’m sorry, instantes dos vacilos, também surpreenderam e, por vezes, o tornaram mais bonito. Até pensei: será que ele está lembrando daquele vídeo nas redes sociais, em que o humorista Tom Cavalcante – impagável – apelando para a ficção, colocava palavrões em sua boca num debate simulado? E eu mesma ri da lembrança do Tom. E Ciro Gomes (flash)? Mais uma vez deu testemunho de sua nova fase soft na hora das discussões. Ser importunado por um oficial de justiça, em seu camarim, instante em que se concentrava para o debate, certamente que foi desconcertante. Era a notificação de ação movida por João Dória, governamentável de SP, a quem CG rotulou de farsante. Ainda assim, congelou a situação até deixar o studio. Nossa! Que presente grego! Parecia até uma tática de inimigos para perturbar sua tão decantada serenidade. Ciente de que já está fora – segundo as pesquisas – do páreo presidencial, Álvaro Dias não poupou mísseis em Haddad, fazendo-o portador de desaforos em carta destinada a Lula – no seu atual address: prisão em Curitiba – “o verdadeiro candidato do PT” – disse. Mas sem ódios insustentáveis aparentes. E roubou a cena. Indiscutivelmente preparado, ficha absolutamente limpa, Henrique Meirelles não conseguia segurar o cansaço – a presidência da República que persegue asseguraria a obtenção do seu objeto do desejo: entrar em tal papel para a história e via custos de campanha saídos exclusivamente de seu próprio bolso (continua no bloco DUELO FINAL-II).

 Bolsonaro X Haddad

DUELO FINAL (II) 

…E ausente do debate global mas dando entrevista – mesmo horário – à Record, em casa e por recomendação médica, Jair Bolsonaro e Fernando Haddad foram os mais torpedeados. Este, detonado por todos na condição de “marionete” de Lula. Às acusações envolvendo seu ídolo, fazia cara de paisagem, desconversava e seguia adiante. Ciente de que será reprovado na primeira rodada urnística, Guilherme Boulos (clic) revelou-se inteligente e solto em sua juventude incansável. Sobretudo em seu apimentado discurso contra a ditadura, remetendo a Bolsonaro. Com referência a Alckimin, ele bem que tentou se despojar de seu codinome Picolé de Chuchu, mas não logrou êxito na empreitada. É cansativo. Quanto à Marina Silva, a mais solicitada para protagonizar discussões – talvez por seu jeitinho frágil – manteve o speech habitual e, mesmo nos momentos de ataques, o fez sem perder a delicadeza, mantendo sua condição de guerreira light na repetição de suas propostas basiquinhas. Resuminho? Não rolou emoção. Estavam todos très fatigués, como diriam os franceses. Uma pena? João Amoedo não reunir as condições elementares para ali estar presente. Já o Cabo Daciolo poderia – com seu chiado bem carioquês – e seu despreparo ter sido um ingrediente singular na contenda….

 

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