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VIOLÊNCIA: BRASIL SENTE NA PELE PAÍS DO BOLSONARO, ANTES MESMO DE ACABADAS AS ELEIÇÕES

BRASIL DO BOLSONARO

Presidenciável Jair Bolsonaro e seu vice-presidente General Mourão

O presidenciável Jair Bolsonaro foi vítima de seu próprio discurso raivoso e de intolerância em relação a certos aspectos que fazem parte do cotidiano de cada brasileiro. Antonio Guterrea, secretário-geral da ONU, tem a posição de que todos têm um papel a cumprir e uma responsabilidade coletiva no combate à intolerância e à disseminação do ódio.

“Parece que estamos vivendo em um mundo cada vez mais intolerante e mais dividido. A discriminação e a violência estão crescendo. As pessoas estão sendo alvo por sua raça, nacionalidade, etnia, religião ou orientação sexual”, declarou. “Políticos e líderes precisam se manifestar e conter o discurso de ódio”, completou.

O candidato Jair Bolsonaro na contramão dessa orientação, prega justamente que devemos separar o joio do trigo, que cada um deve viver em seu quadrado e armado até os dentes.

Vocês lembrem que na época da Ditadura Militar houve a pressão política, a censura à imprensa, a proibição às livres manifestações, religiosos como Dom Helder Câmara(um dos exemplos mais sublimes) perseguidos ou monitorados para que se calassem, exílios forçados fora do Brasil e, por ai vai. Resultou com a população explodindo, exigindo dos comandantes da Ditadura Militar que tirassem de cena os ‘porões’ em que se abrigava a ‘tigrada’ da Repressão Militar. E esse clamor foi ouvido pelo então presidente Ernesto Geisel e, logo a seguir, por seu sucessor João Baptista de Figueiredo que abriu espaço de negociação da Lei da Anistia, como base do processo da redemocratização brasileira.

Costumo afirmar que quando olho para o Bolsonaro enxergo nele a figura de um Jânio Quadros sem porre, porém, embebecido de ideias pouco republicanas, fantasiosas, demagógicas e pior, temperadas pelo ódio e pelo preconceito(dois fatores que não faziam, graças a Deus, de parte do imaginário janista).

Colocar um general para vice-presidente de sua candidatura também é outro fator inconsequente e oportunista, pois que buscou agradar boa parcela da nação que anda um tanto desiludida do sistema democrático e achando que nossos problemas irão ser resolvidos pelas vozes das casernas.

Nunca em tempo algum a presença militar na vida política brasileira chegou a bom termo, senão estaríamos vivendo até hoje sob a sua tutela. Recapitulando, tivemos, na realidade, três intervenções militares no Brasil na vida política brasileira, isso ao longo de nossa história republicana:  a intervenção que proclamou a República nos anos 1880, a intervenção que ajudou a derrubar a Primeira República na década de 1920 e a intervenção que golpeou a República Popular em meados dos anos 1960. Todas as três foram suplantadas pelo próprio sentimento popular que não sentiu na pele o efeito desejado, o remédio certo para os males que afligiam a nossa pátria mãe gentil.

Não devemos deixar que os militares de hoje queiram fazer que se repita a triste façanha de 1964. Naquele tempo eles cooptaram para servir de vitrine a UDN e seu principal líder Carlos Lacerda que funcionaram como o braço civil do golpe militar naquela época. Eles hoje estão se utilizando de outra vitrine chamada Jair Bolsonaro que, identicamente a 1964, servirá apenas de bucha de canhão para os milicos de plantão usurparem o poder dos civis. Bom lembrar que depois do golpe, a aliança entre a UDN e os militares fez água e o próprio Carlos Lacerda sentiu o coturno dos milicos no lombo. Desta vez, no nosso momento, quem sentirá este peso não será apenas o Bolsonaro, mas nós também, pobre e sofrido povo brasileiro.

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