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ENGANA-SE QUEM PENSAR QUE VAI HAVER RENOVAÇÃO DAS LIDERANÇAS NA ATUAL ELEIÇÃO

Artigo: Eleição sem Renovação. Vai continuar a mesmice política.

Com o título “Eleição sem renovação”, eis artigo de Cleyton Monte, cientista político. Ele bate na tecla do cenário eleitoral de apatia que se registra no País e critica o fundo eleitoral, com perspectiva de assegurar a manutenção da mesmice política. Confira:

Um dos princípios básicos da democracia é a renovação de suas lideranças. A manutenção de velhas figuras facilita a reprodução de privilégios, dificulta a canalização de demandas, trava o diálogo e engessa as estruturas de poder.

Assistindo a propaganda eleitoral é possível observar uma eleição sem renovação. Os mesmos nomes e vícios duelam por cadeiras no Legislativo e no Executivo. Políticos que ocupam cargos desde a década de 1980. As figuras que se dizem novas na verdade reciclam velhos discursos ou radicalizam pautas recentes. Essa percepção contraria as expectativas dos que acreditavam na crise política como grande oportunidade para oxigenar as instituições e reformular o debate. O que isso revela?

A corrida presidencial de 2018 começou cedo. Logo após o impeachment de Dilma Rousseff (2016), a imprensa e alguns partidos tentaram emplacar rostos famosos. Celebridades do porte de Joaquim Barbosa, Luciano Huck e Datena entraram nesse time. Apesar de serem vendidos como novos e outsiders, não conseguiram se movimentar pelas infindáveis articulações partidárias. É bem verdade que não traziam bases sociais consistentes. Entretanto, não deixa de ser um sinal claro do travamento do sistema político brasileiro. A reprodução de lideranças tradicionais não foi interrompida pelas operações contra corrupção. A aprovação e uso do Fundo Eleitoral simbolizam esse esforço para beneficiar parlamentares e governantes que estão no poder, fortalecendo, principalmente, os líderes partidários. Para comprovar essa questão, basta checar as candidaturas homologadas.

O resultado mais imediato desse panorama é a visão de que tudo continua do mesmo jeito. A apatia ganha terreno e reforça a perspectiva de distanciamento social. Vota-se com frequência no “menos pior”. O problema não é só de liderança. Vivemos um apagão de novas ideias. Parece-me que a política brasileira tem sérias dificuldades para se conectar com a realidade complexa do século XXI. Reconhecendo as raras e prestigiosas exceções, candidatos ao Governo e ao Legislativo desfilam com propostas irrealizáveis, ultrapassadas ou simplórias. Assim, as crises se aprofundam e o potencial de transformação da democracia recebe uma forte punhalada!

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