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REELEIÇÃO DE PREFEITOS NO CRAJUBAR: EITA COISA DIFÍCIL DANADA!

REELEIÇÃO DIFÍCIL

Por Marcos Peixoto.

Não existe algo mais difícil que uma reeleição de prefeito, principalmente em cidades de médio porte como Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha.

 A reeleição passou a existir a partir de junho de 1997, quando foi promulgada a Emenda Constitucional número 16 de junho de 1997, pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

A cidade do Crato desde adoção do instituto da reeleição só reconduziu ao cargo o então prefeito Samuel Araripe(PSDB) que teve que usar de todo o malabarismo político e de todas as ferramentas jurídicas próprias e impróprias, para eliminar da corrida sucessória o único político que ameaçava o seu intuito que era o ex-prefeito Walter Peixoto (à época PMDB). Samuel também foi astucioso ao se garantir junto ao correligionário Tasso  Jereissati(PSDB) que nesta época ainda era aliado dos irmãos Ferreira Gomes(ajudou a eleger Cid Gomes governador) e atuou para que aqui o então mandatário estadual não metesse a colher para ajudar Waltinho no imbróglio político que tinha se envolvido. O então governador Cid Gomes a título de se justificar perante os outros políticos que o apoiavam no Crato e que se arvoraram a se lançar candidatos à prefeitura, promoveu reuniões dissimuladas para demonstrar que estava interessado em solucionar o problema de seu bloco. Que nada! O que houve foi uma debandada, ficando Waltinho abandonado na eleição e, ainda por cima, André Barreto que na época fazia parte do secretariado do Cid Gomes, lançou-se também candidato a prefeito pelo Partido dos Trabalhadores, dividindo ainda mais a base aliada do governador na cidade do Crato. Foi um prato cheio para Samuel Araripe que mesmo assim, teve que ralar muito para vencer a parada, pois Walter Peixoto apesar de toda essa armação e até tendo sua foto excluída das urnas eletrônicas, perdeu por menos de dois mil votos. Um osso duro de se roer.

Juazeiro do Norte dentro deste contexto, vejam muito bem, nunca reelegeu um prefeito, inclusive, Raimundão no pleito passado em plena disputa, resolveu desistir da parada abrindo espaço para as campanhas de Arnon Bezerra X Gilmar Bender. 

Barbalha também só reelegeu em 2012 o ex-prefeito José Leite, do PT, por contar com o apoio integral do então governador Cid Gomes, do deputado estadual  Camilo Santana que fazia parte do secretariado estadual, cooptaram o ex-prefeito João Hilário e houve um verdadeiro massacre da oposição que, na época, candidatou o jovem Argemiro Sampaio que não contava com a experiência necessária e não tinha a mínima estrutura financeira. Argemiro perdeu em 2012, mas venceu em 2016 e hoje governa a cidade por ter ganho do Partido dos Trabalhadores. 

O QUE ACONTECE?

Acontece que é humanamente impossível agradar  pelo menos 50% da população. Por mais que o cara se esforce é difícil chegar à casa dos 25 a 30% de aprovação. Diante disso a população começa a migrar para a oposição que deve ter inteligência necessária para saber lidar com a situação e torcer para que o prefeito de plantão emboque no terreno dos erros e discórdias populares.

Outra coisa importante: ao longo do mandato é tendência natural do prefeito se cercar de bajuladores, de gente que o impede de enxergar a realidade como ela é, passa o tempo ouvindo apenas palavras bonitas, enquanto que a voz das ruas é outra completamente diferente. Precisa o prefeito também se afastar de ‘amigos’ que não gozam de um perfil de honestidade dentro dos padrões que deseja a sociedade, principalmente nesta época de operação Lava-Jato. O prefeito tem o dever de procurar bem se acompanhar, mirar-se naquele máxima popular de que”diz-me com quem anda que eu te direi quem és.” 

Fazer o dever de casa direitinho é outra coisa que a população exige. A arrecadação própria do município tem que ser bem investida em prol da cidade e muito bem explicada à população como foi manuseada em termos de cifras. Nem pensar que está fazendo as coisas às escuras, pois a população enxerga aonde nem se imagina.

Enfim, costumo dizer que uma reeleição é como uma caderneta de poupança que somente cresce, observem bem, caso seja alimentada com mais e mais dinheiro e ainda contando com os juros da aplicação. O prefeito ao assumir pela primeira vez tem que abrir sua caderneta de poupança e lá depositar os louros de suas realizações, evitando que os desgastes acabem engolindo este investimentos sadios. Sendo assim, estamos para lá de conversados.

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