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Senador Eunício Oliveira e o ex-senador e atual deputado federal Mauro Benevides
Senador Eunício Oliveira e o ex-senador e atual deputado federal Mauro Benevides

O CEARÁ E O BRASIL TENDEM REPETIR EM 2018 A REVOLTA DAS ELEIÇÕES DE 1974

EFEITO ORLOFF

Senador Eunício Oliveira e o ex-senador e atual deputado federal Mauro Benevides
Senador Eunício Oliveira e o ex-senador e atual deputado federal Mauro Benevides

Nas eleições de 1974 com o Brasil mergulhado numa vigorosa ditadura militar, a população brasileira se rebelou e deu o troco aos anciã regime elegendo 16 senadores das 22 vagas em disputa (1/3 do Senado) , e por pouco não obteve a maioria da Câmara, tendo conquistado 161 das 364 cadeiras, ou 44%. Como um regime ditatorial poderia ter permitido essa derrota eleitoral?

Para Antonio Barbosa, historiador e professor da Universidade de Brasília, 1974 foi o “ponto de inflexão” do regime: “Nos dez anos anteriores, de 64 a 74, ele se consolidou, atingiu o auge. Nos dez anos posteriores, ele vai irremediavelmente vivendo o seu plano inclinado”.

Diversos fatores contribuíram para o fracasso da Arena em 1974. Um deles era externo — o impacto da crise do petróleo contribuiu para o fim do “milagre econômico” brasileiro do início da década. Naquele ano, a classe média já começava a sentir o aperto, e as urnas foram a forma de exprimir a insatisfação. Outro foram as divisões internas do governo, fruto, paradoxalmente, da vitória total de 1970,  em que a Arena (Aliança Renovadora Nacional), partido de apoio à ditadura, que passou a deter mais de dois terços da Câmara e mais de quatro quintos das cadeiras do Senado.

Mauro Benevides
Mauro Benevides

Dentre os eleitos pelo MDB por conta dessa insatisfação, estava o então deputado Mauro Benevides, uma liderança local que se transformou num nome de dimensão nacional. Mauro exerceu dois mandatos no Senado (1975–1983 e 1987—1995) e presidiu a Casa de 1991 a 1993. É deputado federal (PMDB-CE) desde 2007. Tem 87 anos. “A Arena era imbatível. O MDB tinha perdido em 1970. Na eleição de 74, a mim coube assumir aquela disputa, arriscada e matematicamente impossível. Mas a força do povo esteve caracterizada pela manifesta- ção espontânea naquela eleição. O próprio governador César Cals, na época, numa explosão de entusiasmo, disse que ‘nem o Padre Cícero’ venceria o candidato da Arena. Isso naturalmente estimulou nossos correligionários para que intensificassem a luta. Chegamos ao Senado, aqueles 16 representantes das unidades federadas, e cada qual trouxe o seu recado, consubstanciando o nosso propósito inabalável de restabelecer o estado democrático de direito. Isso só foi alcançado, na sua plenitude, em 1988, quando eu já estava no segundo mandato de senador.”

Esta viagem à história fazemos para prognosticar o que irá acontecer nas eleições vindouras para presidente da República, vice-presidente, senadores, deputados federais, governadores e deputados estaduais. Diante da roubalheira, do desemprego recorde e uma democracia excludente o povo brasileiro mediante a discussão política brasileira vai dar uma guinada e mandar para casa a maioria quase absoluta dos atuais políticos com mandatos na atualidade.

Cid e Ciro Gomes ainda não conseguiram digerir essa proximação do Camilo Santana com o senador Eunício Oliveira
Cid e Ciro Gomes ainda não conseguiram digerir essa proximação do Camilo Santana com o senador Eunício Oliveira

O senador Eunício Oliveira (PMDB) que abra do olho e passe a se mirar nas eleições de 1974 em que o azarão Mauro Benevides que não tinha chance alguma de vitória , elegeu-se senador derrotando o imbatível candidato dos coronéis da política cearense. Uns afirmam que foi fruto do desentendimentos entre os coronéis Adauto Bezerra, Virgílio Távora e Cesar Cals, porém, no fundo,  já foi reflexo do início da derrocada do Regime de exceção.  Essa aliança estapafúrdia do PMDB cearense com o PT e o PDT está fugindo da normalidade política, anda soando como que um “salve-se quem puder”. Sentimos o desconforto até entre os irmãos Ferreira Gomes que até agora não conseguiram se despir do pudor e assumir para o eleitorado cearense essa reaproximação com o inimigo fidagal.

O mais prudente seria, refletem os analistas políticos mais abalizados, que o senador Eunício Oliveira repensasse essa aliança e buscasse um mandato de deputado federal que, ao que tudo indica, terá mais chances de se eleger e esticar por mais uns anos a sua participação na política cearense e brasileira.

Este ano a oposição cearense poderá alcançar um resultado altamente positivo, quem sabe até poderemos assistir a uma reprise das eleições de 1974. Sendo assim, estamos para lá  de conversados.

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