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PSDB E…, OS INTELECTUAIS!

DILEMA TUCANO

Saudoso Leonel Brizola
Saudoso Leonel Brizola
Numa reunião, anos atrás, quando se discutia nomeações, Brizola pediu que se tomasse muito cuidado com os belos currículos sem atenção à política e concluiu: “Na hora de uma crise, eles ficam com o currículo e abandonam o partido e o governo”.
Um político sênior do próprio PSDB fez esta lembrança ao comentar o movimento emigratório na Casa das Garças, no Rio, dirigida e coordenada por intelectuais do PSDB, quase todos grandes economistas.
Essa emigração ocorreu logo após as gravações e as imagens que tratavam do caso do presidente do PSDB pedindo recursos ao dono da JBS para -segundo ele- pagar seus advogados..
Certamente assustados com o impacto junto à opinião pública, iniciaram o movimento imigratório em direção a um partido Novo, ou seja, sem políticos. Internamente, o PSDB sofreu um estilhaçamento, a começar pela participação no governo Temer, onde ocupava ministérios de grande destaque, como Relações Exteriores e Cidades e Articulação Política.
Em seguida, surgiram os “Cabeças Pretas”, ou seja, um grupo que afirmava a renovação pela idade, por serem mais jovens e não terem cabelos brancos. A auto identificação não poderia ser mais politicamente incorreta, ao misturar a idade com as ideias.
O líder do PSDB na Câmara passou a fazer oposição ao governo e pediu que a bancada de deputados votasse a favor da investigação ao presidente. Nas duas vezes a bancada se dividiu quase numericamente ao meio. O presidente da juventude do PSDB agregou à marca da juventude a expressão “de esquerda” .
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As razões que apresentavam, justificando a participação no ministério Temer, que estariam ali pelas reformas e não pelo governo, que de início pareciam lógicas, também se esvaíram com declarações dos dirigentes de cabelos de todas as cores, que no caso da Previdência Social não haveria compromisso para votarem a favor, mesmo com uma reforma compactada.
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A disputa pela presidência, que antecipava uma cisão no partido, que poderia se tornar grave com as “janelas de março”, foi resolvida com a renúncia dos candidatos a favor da unificação em torno da presidência do governador Alckmin. Ironizou um parlamentar tucano: Era natural. Com uma possível vitória de Alckmin na eleição presidencial de 2018, todos queriam, desde já, para no futuro, estar na foto ministerial e de tantas posições nas administrações direta, indireta e fundacional.
A mídia saudou a decisão e tratou de cunhar as consequências: “Isso é a unificação do Centro. Será que o Centro se resume a ter um candidato do PSDB? E que Centro é esse, com tantos matizes desde já apresentados? Um Centro como outra instância? Como meio caminho entre a direita e a esquerda? Uma salada mista de ideias à direita e à esquerda? Ou uma terceira via, tendo referência Anthony Giddens?
A emigração da “Casa das Garças” se deu por suas ideias liberais ou pela gravação e vídeo do dinheiro justificado pelo presidente do Partido? Ou como dizia Brizola: “Na hora da crise eles ficam com seus currículos e abandonam o partido.”?
Mas alguns intelectuais ficaram e clamam pela coerência de semanas atrás. (Editorial do Estado de S. Paulo, 28) Em uma nota conjunta publicada no fim de semana, o cientista político Bolívar Lamounier e os economistas Edmar Bacha, Elena Landau e Luiz Roberto Cunha fizeram um apelo às bancadas do PSDB na Câmara dos Deputados e no Senado para que os parlamentares fechem questão a favor da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, que muda as atuais regras de concessão de pensões e aposentadorias.
Mas, desde já, parlamentares comunicaram que não fecharão questão com o projeto compacto do governo e até se propõem a apresentar um projeto alternativo e, com ele, marcarem posição com seus 8,9% de deputados. Se for para não aprovar, estarão somando seus 8,9% à chamada esquerda.
Aguardemos como Mateus 6:34 nos orientou: “Não vos inquieteis pelo dia de amanhã, pois ele cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal”.

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